4 de novembro de 2016

Depois de décadas na lista dos alimentos perigosos para a saúde, o ovo finalmente foi inocentado pela ciência nos últimos dois anos: novos e longos estudos comprovam que gordura saturada não aumenta o colesterol e não é a responsável por ataques cardíacos.

Além disso, provou-se também que o ovo ajuda na conservação dos músculos (por isso os malhadores compulsivos se enchem de clara) e auxilia no controle da diabetes, entre outros benefícios.

Então, vamos comer ovo até não poder mais!
Peraí – QUE ovo você está comendo?

Além de ser uma das indústrias mais crueis com os animais, é também uma das que mais usam artifícios para otimizar o lucro e maximizar a produção. Os artifícios – legais, por sinal -, vão desde colocar corante na comida das galinhas para deixar a gema mais laranja (o que muita gente associa com ovo saudável), até a administração maciça de antibióticos para as aves por conta da superpopulação e péssima qualidade de vida.

Quer mais? Galinhas de granjas convencionais vivem em ‘baterias’: empilhamento de gaiolas nas quais os bichos não tem espaço suficiente para andar ou abrir as asas. Essa vida causa estresse, o que as faz bicar umas as outras. Como se resolve isso? Com debicagem, um processo que consiste em cauterizar a ponta do bico. E ainda tem coisa muito pior.

Nós do #PorTrasDaKg fomos visitar a Yamaguishi – produção orgânica de ovos no interior de São Paulo – entrevistar um das maiores autoridades no assunto, Romeu Matos Leite, a fim de entender todo o processo.

Por que apenas a informação nos torna conscientes de nossas escolhas.