Número: o novo bar-sensação entre ricos e famosos de São Paulo

Pense no Baretto. Subtraia trinta anos da idade média dos frequentadores. Agora, some a eles o status de socialites, top models, empresários, estilistas, herdeiros. Pronto, você terá a clientela do novo bar-sensação de São Paulo, o Número.

Com projeto assinado pelo aclamado arquiteto Isay Weinfeld, o bar foi criado pelo empresário Marcos Campos (também proprietário da Disco) em sociedade com a promoter Fernanda Barbosa e os empresários Marcos Maia, Gui Abdalla, Tiago Diniz e Gustavo Paulus, o bar tem clima de extensão de suas sala de estar: muitos amigos circulando, conversas rolando soltas (junto com champange Perrier-Jouet, R$ 330 a garrafa). Definitivamente, o lugar perfeito para quem procura bons contatos, quer ficar por dentro do que rola na alta sociedade, ama ver gente linda e cheirosa, ou tem grana mesmo: só na noite da minha visita, passaram por lá Tiago Gagliasso, o legendário fotógrafo Tripoli, a top Ana Beatriz Barros, o stylist Matheus Massafera…

Então, primeira coisa: passantes não entram. É necessário fazer reserva (nada difícil, basta ligar à tarde). Uma vez que seu nome esteja na lista, ok. À frente do bar — que achei escuro demais, assim como o resto da casa, mas entendo que seja estilo–, o histórico bartender Derivan prepara drinques tradicionais à perfeição; só não espere muito das criações originais como a caipirinha Afrodite (saquê, lichia, gengibre e uva itália): generosa em gelo, tímida em conteúdo, é docinha  em excesso e custa R$ 24… O drinque que leva o nome da casa– feito com saquê, cranberry, tangerina e cointreau (R$ 24)– é ideal para deixar mulher bebadinha: super frutado. Mas justiça seja feita: o meu Al Capone Martini (Absolut, Lillet brac dry e alcaparrone) estava impecável. Para quem não quer exagerar, a casa oferece a possibilidade de pedir os drinques em tamanho baby.

O cardápio– criado pela banqueteira Adriana Cymes e pelo chef Victor Vasconcellos–, é extenso para um bar, mistura petiscos caros servidos com caviar e comidinhas “decadentes”. Para equilibrar o grau etílico, pedi bolinhos de caranguejo com molho de pimenta doce (R$ 32): bem temperados, delicados, sem economia de carne. Depois fui de massa recheada com brie regada ao azeite de trufas (R$ 32) com cozimento ideal e sabor equilibrado. De prato principal, quis muuuuito provar o Estronogofe de R$ 48. Sim, estava perfeito: carne maciíssima, molho denso e saboroso com apenas um toque de creme de leite para dar sedosidade, arroz soltinho, batata frita em formato de renda bem crocante, mas R$ 48?! Aproveitei para dar uma colherada na deliciosa sopa de cebola que minha amiga estava tomando (R$ 26). Ambos podem estar fora de moda, mas são ótimos.

Estava quase pedindo a sobremesa quando fui invadida por uma vontade irremediável de comer o suflê de cupuaçu do Marcel, exatamente ali ao lado. Então dei tchau para a tarte tatin do cardápio e prometi que a comeria numa próxima visita.

PS: o vallet custa R$ 20. Caro? Bom, realmente não é um problema para quem frequenta a casa…

Número: Rua da Consolação, 3585,  Jardins, Fone: (11) 3061.3995

Gastrolândia

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